FC Porto trabalha para recuperar o investimento de 10,2 milhões de euros feito na contratação de Gabriel Veron, que entra no último ano de contrato. O brasileiro foi apresentado como um projeto de sucessor de Luis Díaz e herdou a camisola 7. No entanto, as primeiras épocas ficaram marcadas por problemas físicos recorrentes e episódios extracampo. Lesões musculares retiraram-lhe ritmo e condicionaram a confiança do próprio jogador e da equipa técnica. Sempre que parecia poder ganhar sequência, surgia mais um contratempo físico. A consequência foi a perda de espaço nas opções. A partir daí, instalou-se o ciclo dos empréstimos. Cruzeiro, depois Santos, Juventude e, mais recentemente, Nacional: um roteiro que mostra bem a dificuldade em encontrar um contexto onde Veron se afirmasse de forma consistente. Os períodos no Brasil não resultaram em explosão nem em transferência definitiva; o empréstimo ao Nacional surgiu como tentativa de exposição no mercado europeu e de reaproximação a uma montra mais alinhada com os interesses da SAD. Com o contrato a caminhar para o fim, o dossiê entra numa fase importante, que convém não empurrar para a janela de inverno. A história de Veron no FC Porto, que começou com o peso simbólico da camisola 7 e a promessa de sucessão a Luis Díaz, corre agora contra o relógio.