Nos últimos jogos, os Dragões mostraram-se vulneráveis em momentos críticos, especialmente em transições defensivas. A equipa frequentemente se expõe a contra-ataques adversários devido à pressão alta aplicada, que nem sempre é suportada pela linha de defesa. Para mitigar essa fragilidade, uma abordagem mais conservadora poderia ser adotada durante as fases de transição, com uma linha defensiva mais recuada que permita maior cobertura quando a posse de bola é perdida.

Além disso, a utilização de um duplo pivô no meio-campo poderia proporcionar maior equilíbrio, permitindo que os extremos e os laterais subam sem comprometer a estabilidade defensiva. Jogadores como Otávio e Uribe têm a capacidade de recuperar a posse e iniciar jogadas ofensivas, mas precisam de suporte adicional para garantir que o meio-campo não fique exposto. A ideia é que, ao ter dois jogadores focados na recuperação de bola, a equipa possa reagir mais rapidamente aos ataques do adversário, criando uma rede de segurança defensiva.

Ofensivamente, a movimentação dos avançados também pode ser melhorada. No entanto, a equipa tem-se mostrado previsível nas suas jogadas ofensivas, muitas vezes dependendo de cruzamentos altos ou jogadas individuais. Para diversificar o ataque, é essencial explorar mais as triangulações entre os médios e os avançados. Integrar jogadores como Mehdi Taremi e Evanilson em movimentações coordenadas pode criar espaços na defesa adversária e levar a finalizações mais claras.

Por fim, é fundamental que a equipa mantenha a sua identidade de pressão alta, mas com um foco em ser mais pragmática. O Porto deve ser capaz de equilibrar a intensidade da sua pressão com um plano de jogo que considere a qualidade do adversário. Uma abordagem tática mais flexível, que permita variações entre momentos de pressão e contenção, pode ser a chave para resultados mais consistentes na Primeira Liga.